A Polícia Civil do Paraná (PCPR), em uma ação conjunta com a Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), prendeu oito pessoas suspeitas de integrar um grupo criminoso especializado em roubos de cargas e falsa comunicação de crime. A operação interestadual foi deflagrada na manhã da quarta-feira, dia 12, com cumprimento de mandados em cidades da Região Metropolitana de Curitiba, como Araucária e São José dos Pinhais, e em diversos municípios de Santa Catarina.
A operação cumpriu oito mandados de prisão, 13 de busca e apreensão, três de sequestro de veículos e 10 de bloqueios de contas-correntes. Nos endereços dos investigados, as forças de segurança apreenderam veículos de luxo, motocicletas e dois caminhões que eram utilizados pelo grupo criminoso.
Crimes e Alvos de Alto Valor Agregado
Os crimes investigados incluem organização criminosa, falsa comunicação de crime, roubo, furto qualificado e duplicata simulada. O grupo é alvo de investigações desde 2024 por delitos praticados nos estados do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
O foco dos suspeitos eram cargas de alto valor agregado que pudessem ser facilmente distribuídas no mercado paralelo, dificultando o rastreamento pelas forças de segurança.
Entre os casos mais recentes está o roubo de 24 toneladas de carnes, avaliadas em R$ 700 mil, que seriam exportadas para Dubai. O crime ocorreu em setembro, em Ponta Grossa. A PCPR recuperou parte da mercadoria dias após o delito e realizou as primeiras prisões.
O delegado André Feltes explicou que a investigação aprofundada identificou outros seis indivíduos com relação direta ao roubo da carne.
“Entre eles estão dois homens apontados como chefes do grupo, com envolvimento em mais de uma dezena de ocorrências semelhantes e passagens por crimes como roubo a banco e adulteração de sinal identificador de veículo, entre outros”, detalhou o delegado.
O Esquema de Roubos Forjados com Caminhoneiros
As apurações da PCPR apontaram que a organização agia aliciando motoristas de caminhão contratados por empresas idôneas. Estes motoristas participavam do esquema forjando os roubos para desviar as cargas transportadas.
O delegado Feltes também esclareceu a tática da falsa comunicação de crime usada para confundir as investigações: “Os motoristas procuravam as delegacias do Paraná para relatar que haviam sido roubados em Santa Catarina ou faziam o movimento contrário, registrando no Paraná um suposto crime ocorrido em solo catarinense”.
Além do roubo milionário de carnes, o grupo é suspeito pelo desvio de:
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Duas cargas de cervejas;
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Uma carga de energéticos;
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Uma carga de pneus;
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Uma carga de fórmica.
Estes crimes foram praticados em cidades como Ponta Grossa, Tibagi e São José dos Pinhais, gerando um prejuízo total de R$ 3,25 milhões para as empresas proprietárias.
A operação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal, da Guarda Municipal de Ponta Grossa e do Setor de Inteligência da Polícia Militar do Paraná. Os presos foram devidamente encaminhados ao sistema penitenciário.







