As obras do futuro Planetário do Parque da Ciência Newton Freire Maia, em Pinhais, atingiram uma etapa crucial com o início da fase de fundação. O projeto, que promete ser o planetário mais moderno da América Latina, conta com um investimento de R$ 46,47 milhões do Governo do Paraná. Localizado na Região Metropolitana de Curitiba, o equipamento será um polo de referência científica e educacional, integrando tecnologia de ponta alemã para simular fenômenos astronômicos com alta definição.
Avanço das obras e cronograma técnico em Pinhais
Após a conclusão da terraplanagem e limpeza do terreno, as equipes do consórcio responsável iniciaram a estruturação das estacas e fundações do edifício. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), órgão fiscalizador do projeto, a obra segue rigorosamente o cronograma planejado.
O diretor de Engenharia da Fundepar, Marcello Marcondes de Albuquerque, destaca a importância desta fase: “Estamos preparando a estrutura de fundação que dará sustentação a um edifício de alta complexidade tecnológica. O acompanhamento técnico é permanente para garantir a entrega deste legado científico”.
Estrutura monumental e capacidade de visitação
O projeto arquitetônico prevê cerca de 5 mil metros quadrados de área construída, inseridos em um complexo de lazer e ciência que chegará a 20 mil metros quadrados. A estrutura foi planejada para receber até 140 mil visitantes por ano, consolidando o Paraná como destino de turismo científico no Brasil. Os principais destaques do edifício incluem:
-
Cúpula de projeção imersiva: Com 18 metros de diâmetro;
-
Auditório: Capacidade para aproximadamente 300 pessoas;
-
Espaços educacionais: Áreas dedicadas a oficinas, pesquisas e atividades científicas.
Além do planetário, o Parque da Ciência também receberá uma revitalização completa. O investimento adicional superior a R$ 10 milhões já foi licitado e focará na reforma das instalações existentes, ampliando o potencial do parque na RMC.
Tecnologia Alemã Zeiss: O estado da arte em projeção
O grande diferencial deste planetário está no sistema de projeção fornecido pela empresa alemã Carl Zeiss, referência global em óptica. O equipamento adquirido, o modelo Asterion Premium Velvet LED XI, representou um investimento de 6 milhões de euros (cerca de R$ 37,2 milhões na cotação do contrato).
Esta tecnologia permitirá ao visitante uma experiência sem precedentes na América Latina:
-
Alta Definição: Simulação de mais de 9 mil corpos celestes;
-
Imersão Digital: Projeções realistas de nebulosas, planetas e galáxias distantes;
-
Realismo Óptico: Uso de tecnologia LED de última geração para fenômenos astronômicos.
Impacto na educação e ciência do Paraná
A implantação do planetário é fruto de uma cooperação técnica entre Fundepar, Secretaria de Estado da Educação (Seed), Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
A iniciativa visa não apenas o lazer, mas a formação de novos cientistas e o fortalecimento do ensino de Astronomia e Física para a comunidade escolar paranaense. “É um legado excepcional para a população do Paraná e para pesquisadores de todo o Brasil”, reforça Marcello Albuquerque.







