Cerca de 704 mil brasileiros são diagnosticados com câncer a cada ano. Após a cirurgia para retirada de tumores, muitos pacientes enfrentam o desafio de feridas abertas, que exigem cuidados prolongados. Nesse cenário, uma tecnologia nacional, a Membracel, uma membrana regeneradora porosa feita de celulose cristalina, tem se destacado.
Benefícios e Mecanismo de Ação
De acordo com a enfermeira Andrezza Barreto, da Vuelo Pharma, a membrana atua como um substituto temporário da pele, protegendo a lesão e favorecendo a regeneração tecidual. Ela proporciona alívio rápido da dor, o que é essencial para a qualidade de vida do paciente, que já está fragilizado. A estrutura da Membracel permite a transposição do excesso de secreção, mantém a umidade ideal para a cicatrização e reduz o risco de infecções. Por não precisar de trocas diárias, podendo permanecer na lesão de 5 a 12 dias, diminui o desconforto e evita danos ao tecido em formação. Além disso, é atóxica, inerte e não provoca reações alérgicas.
Origem e Aplicações
A tecnologia foi criada a partir de uma história pessoal do inventor, João Carlos Moreschi, que buscava uma solução para as úlceras crônicas de sua mãe. Seus estudos em microbiologia e celulose resultaram em uma membrana capaz de acelerar a cicatrização e aliviar a dor. A Membracel é indicada para diferentes tipos de feridas, como queimaduras de segundo grau, úlceras venosas e arteriais, e lesões resultantes de procedimentos como crioterapia e laser. No entanto, não deve ser utilizada em casos de hemorragia ativa ou lesões malignas.







