Fiação Subterrânea: Curitiba avança em PPP com BNDES para enterrar 120 km

eduardo pimentel
A Prefeitura de Curitiba acelerou a Parceria Público-Privada (PPP) para enterrar a fiação elétrica e de telecomunicações, um projeto de cidade inteligente. A expectativa é assinar o contrato com o BNDES para estudos de viabilidade até o fim do ano. Saiba os benefícios e as áreas prioritárias

O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, comandou uma nova reunião de trabalho na Prefeitura na última terça-feira (11), acelerando o projeto de Parceria Público-Privada (PPP) destinado ao enterramento da fiação elétrica e de telecomunicações da cidade. O objetivo é garantir a modernização da infraestrutura urbana e, com isso, eliminar os riscos e a poluição visual dos cabos aéreos. A expectativa é que o contrato para os estudos de viabilidade e modelagem da PPP seja assinado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) até o final de 2025.

O encontro de trabalho reuniu representantes do BNDES, da Companhia Paranaense de Energia (Copel), da Pars (empresa municipal de PPPs) e secretários do governo municipal. O prefeito Pimentel classificou o projeto como um “desafio complexo”, mas que trará “muitos benefícios para nossa cidade”, reafirmando o compromisso da gestão.

 

Fiação Subterrânea: Uma Solução de Cidade Inteligente

A adoção da fiação subterrânea é considerada uma solução de cidade inteligente por diversos motivos. Além de melhorar a estética urbana, a medida visa aumentar a eficiência e segurança da rede.

Entre os principais benefícios do enterramento da fiação, destacam-se:

  • Melhoria Estética: Diminuição da poluição visual e modernização da infraestrutura.

  • Resiliência: Menor exposição a eventos climáticos extremos (ventos, chuvas), reduzindo interrupções no fornecimento.

  • Segurança: Diminuição do risco de acidentes (choques, incêndios) e de vandalismo ou furtos de cabos.

  • Qualidade: Incremento na qualidade da distribuição de energia elétrica e telecomunicações.

A intenção inicial da Prefeitura é enterrar 120 quilômetros de fiação em vias pavimentadas. O projeto dará foco a áreas prioritárias, como regiões turísticas, históricas, adensadas ou que enfrentam problemas de resiliência.

 

Acordo com BNDES e Modelo de Negócios

Segundo Vitor Puppi, secretário de Planejamento, Finanças e Orçamento, a expectativa é que o BNDES envie a proposta de minuta de contrato nas próximas semanas. “A ideia é que até o fim do ano, no máximo início do próximo ano, assinar o contrato para início dos estudos”, afirmou Puppi.

O projeto não se limita apenas a enterrar a fiação, mas também a melhorar a rede aérea existente na cidade, conforme explicou Gustavo Nonato, chefe do departamento de soluções de infraestrutura social do BNDES. A intenção é aprimorar tanto a estética quanto a eficiência da rede de Curitiba.

Stella Coimbra, diretora executiva da Pars, destacou o caráter inovador da iniciativa, que se consolida como um desafio jurídico, regulatório e financeiro. Ela ressaltou que este modelo de negócios é, “possivelmente, o primeiro do Brasil nesse formato”. Após a assinatura, o BNDES dará início ao processo de escolha do consórcio para a elaboração dos estudos.

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