A Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves, localizada na região da Campininha, em Quatro Barras, tornou-se a primeira unidade de ensino da cidade a operar um biodigestor. Instalado oficialmente na última semana, o equipamento utiliza tecnologia israelense para transformar resíduos orgânicos da merenda em biogás e biofertilizantes. A iniciativa, realizada em parceria com a Itaipu Binacional, une sustentabilidade e educação ambiental, permitindo que os próprios alunos aprendam, na prática, como reaproveitar alimentos para gerar energia renovável.
A implantação do biodigestor faz parte de um conjunto de contrapartidas ambientais viabilizadas pela Prefeitura de Quatro Barras junto à Itaipu Binacional. Além da tecnologia na escola, o projeto contempla a construção de um Centro do Idoso e a recuperação de nascentes no município.
Tecnologia Sustentável e Redução de Impactos
O sistema, distribuído pela HomeBiogas Brasil, possui uma capacidade impressionante de processamento. Estima-se que o equipamento processe cerca de 3,6 toneladas de alimentos por ano. Esse ciclo sustentável evita a emissão de 6 toneladas de gás carbônico (CO2) anualmente, combatendo diretamente o efeito estufa.
Benefícios Diretos para a Escola e Agricultura Local
O funcionamento do biodigestor gera dois produtos principais que retornam imediatamente para a comunidade escolar:
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Biogás: Utilizado diretamente na cozinha da escola para o preparo da merenda.
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Biofertilizante: Produção de mais de 400 litros mensais de adubo líquido, ideal para hortas escolares e produtores orgânicos da região.
Segundo a secretária de Meio Ambiente, Thayoná Souza de Oliveira, o projeto fecha um ciclo perfeito: o resíduo da merenda vira adubo, que ajuda a produzir alimentos orgânicos, que futuramente retornam à mesa dos estudantes.
Educação Ambiental na Prática
Na inauguração do sistema, alunos como Lívia Rodrigues, de 8 anos, puderam acompanhar o passo a passo da transformação das cascas de frutas em energia. Para a equipe pedagógica, o biodigestor não é apenas uma ferramenta de economia, mas um laboratório vivo. A solução, reconhecida pela ONU, transforma os estudantes em “guardiões do futuro”, incentivando a consciência ecológica desde a infância.







