Jornalista responsável dos jornais do Grupo Paraná Comunicação (A Gazeta Cidade de Pinhais, A Gazeta Região Metropolitana, Agenda Local e Jardim das Américas Notícias)

Com iminente desistência de Tarcísio de Freitas, nome de Ratinho Júnior cresce para disputa a presidência, em 2026

Com a provável desistência de Tarcísio de Freitas da corrida presidencial de 2026, o nome do governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), ganha força na imprensa nacional como o plano B e possível candidato da centro-direita, atento às movimentações do Centrão

Neste último fim de semana, ganhou destaque na imprensa nacional a muito provável desistência do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) da corrida presidencial. Muito embora, já viesse, há meses, afirmando preferir disputar a reeleição a não ser que o ex-presidente Bolsonaro declarasse apoio formal a seu nome como presidenciável, Tarcísio ainda vinha sendo considerado o plano A da direita para 2026. Mas, nos últimos dias, informações na imprensa dão conta de que o político do Republicanos realmente teria ”jogado a toalha“ e desistido de cacifar seu nome para uma candidatura à Presidência da República.

 

PL da Dosimetria

Um dos principais motivos seria a tentativa desastrosa de Tarcísio na articulação do PL da Anistia, em Brasília. O projeto não tem ido adiante e já se fala em PL da Dosimetria, tão somente, buscar uma redução das penas dos condenados pelo 08 de janeiro. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem resistido a apoiar a anulação integral das penas impostas pelo STF. Para piorar, escolheu o deputado Paulinho da Força (SOL-SP) para relator do projeto. O relator aliou-se a Michel Temer e Aécio Neves para elaborar um projeto de lei prevendo redução das penas, meramente.

 

Inconsistências na família Bolsonaro

Tem pesado contra uma eventual candidatura de Tarcísio, ainda, a demora do ex-presidente Bolsonaro em manifestar um apoio formal à candidatura do governador de São Paulo. Tarcísio é “apadrinhado” do ex-presidente, sendo considerado o principal herdeiro do espólio político de Jair Bolsonaro. O ex-presidente, aliás, em meados de agosto havia dito, informalmente, que apoiaria uma candidatura de seu pupilo. Contudo, os três filhos de Jair Bolsonaro desmentiram o pai.

 

Submissão

A realidade é que o governador Tarcísio de Freitas tem demonstrado total dependência às decisões e apoio do ex-presidente Bolsonaro. “Só saio candidato se o Bolsonaro disser que ‘sim’“ – esta é a mensagem que o governador de São Paulo tem transmitido.

 

“Dinastia“ Bolsonaro

A família Bolsonaro tem passado por muitas confusões e indecisões, muita inconsistência. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, por exemplo, declarou recentemente que deverá lançar candidatura à presidência da República, em 2026, com ou sem apoio do pai. As sinalizações da família Bolsonaro é que não querem passar o bastão do poder e influência a algum candidato que não seja da família. Desejam carregar o sobrenome “Bolsonaro”, ainda por um longo tempo, como principal expoente da direita no país.

 

Fragmentação da direita

Entretanto, essa ambição familiar só contribui para fragmentar a direita, que, convenhamos, ainda não conta com uma liderança forte a nível nacional além de Jair Bolsonaro. Só que o ex-presidente encontra-se inelegível e condenado… E sem perspectivas de ganhar anistia…

 

Ratinho Junior candidato a presidente

Com o desânimo de Tarcísio em entrar na disputa, o nome do governador Ratinho Júnior (PSD), mais uma vez, passou a ser apontado na imprensa como o plano B da direita, em 2026. Crescem os comentários de que o governador do Paraná deverá, mesmo, ser o candidato do centro-direita nas próximas eleições presidenciais. No fim de semana, o burburinho na imprensa nacional girou em torno do nome de Ratinho Júnior, que, inclusive, estaria bastante atento às movimentações do Centrão para apoiar sua candidatura. Viagens recentes do governador do nosso estado a São Paulo, inclusive, com encontros com setores da Faria Lima e, naturalmente, com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem feito parte da agenda de Ratinho Júnior de forma cada vez mais frequente.

 

Agenda liberal

Nos últimos meses, o governador Ratinho Júnior encontrou-se com dirigentes de três grandes bancos. A “Faria Lima” tem sabatinado o governador para conhecer melhor as ideias e propostas do paranaense para a economia. A agenda liberal amplamente defendida e implantada no Paraná é o grande cartão de visitas do governador. Acompanhada dos excelentes resultados gerados na economia do Paraná, o quarto maior PIB do país. Os projetos e obras de infraestrutura por todo o estado são outro trunfo do governador Ratinho Júnior. São muitas obras emblemáticas no estado em quase oito anos de governo. A Ponte de Guaratuba, por exemplo, deverá revelar-se icônica e histórica.

 

Força contra a esquerda

Aliás, uma candidatura de Ratinho Júnior vem sendo considerada a mais capaz de fazer frente a provável candidatura à reeleição do presidente Lula, em 2026. Além de bem mais jovem que Lula, o governador conta com resultados palpáveis gerados no Paraná em todas as áreas da administração, a exemplo de obras em rodovias, redução do pedágio, redução do IPVA, investimentos maciços em segurança pública, com diminuição expressiva na criminalidade e o alinhamento com uma direita moderada, porém, não deixando de apoiar projetos como a anistia.

 

Articulação e pacificação

O governador Ratinho Júnior conta com um ótimo relacionamento com o Centrão, demonstrando ainda respeito às instituições e aos três poderes constituídos da República. Afrontas e ofensas às instituições e a seus representantes não fazem parte do vocabulário conciliador e pacificador de Ratinho Júnior. Ao contrário de Tarcísio de Freitas que parece ter tentado transformar-se num “clone” de Jair Bolsonaro, mas, sem o mesmo carisma e sucesso. Tarcísio partiu pra cima de Alexandre de Moraes de forma bastante desastrada, recentemente. Com isso, demonstrando que tenta imitar Bolsonaro sem nenhuma estratégia eficaz.

 

Lacuna deixada por Bolsonaro

Para vencer as eleições presidenciais em 2026, a direita necessita de uma liderança que preencha a lacuna deixada por Bolsonaro de forma a promover nela a união. O candidato não poderá abrir mão dos votos bolsonaristas, ainda bem significativos, ao mesmo tempo em que precisa conquistar os mais moderados. Um ótimo relacionamento com o Centrão, nem é preciso dizer, também, é fundamental. Grande capacidade de articulação, de diálogo e de construção de projetos visando o consenso, também, devem estar entre os atributos do próximo presidente de direita no país. Além disso, é preciso deixar claro que é um democrata e que respeita as instituições, o equilíbrio de forças entre os três poderes constituídos da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. O governador Ratinho Júnior atende a todos esses requisitos.

 

Trajetória independente

E a tendência é a de que o governador Tarcísio deverá apoiar a candidatura do PSD, conforme já sinalizado pelo governador de São Paulo, que tem Gilberto Kassab entre seus secretários. Quanto ao apoio de Bolsonaro, ainda é uma incógnita. Mas o governador do Paraná conta com uma trajetória própria que, embora alinhada a diversas pautas do bolsonarismo, consolidou-se de forma bastante independente de apadrinhamentos políticos. A fama e carisma do pai, o apresentador Ratinho, naturalmente, no início da carreira fez toda a diferença para lançar o nome do filho na política. Mas, depois de quase oito anos governando o Paraná, o filho mais do que tem provado que caminha com as próprias pernas, possuindo muitos méritos, estilo e personalidade próprios.

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