A cidade de São Paulo atingiu uma marca histórica em 2025: a cobertura vacinal contra o Papilomavírus Humano (HPV) chegou a 95,81% entre adolescentes de 9 a 14 anos. O índice reflete um crescimento expressivo em comparação aos anos anteriores e consolida a capital paulista como referência na prevenção de diversos tipos de câncer. A imunização é gratuita e está disponível em toda a rede municipal de saúde para o público-alvo e grupos prioritários.
Avanço histórico na imunização contra o HPV em São Paulo
Os dados divulgados pela Prefeitura de São Paulo revelam uma trajetória de crescimento consistente na proteção dos jovens paulistanos. Em 2024, o índice de vacinação já apresentava sinais de melhora, atingindo 91,19%. Esse cenário contrasta drasticamente com os registros de anos anteriores, onde a adesão era significativamente menor: 57,6% em 2023, 53,97% em 2022 e 57,67% em 2021.
A superação da meta de 95% em 2025 demonstra a eficácia das campanhas de conscientização e a busca ativa nas comunidades. Especialistas em saúde pública reforçam que a vacina é a ferramenta mais eficaz para reduzir a incidência de doenças graves causadas pelo vírus no futuro.
Por que a vacina contra o HPV é fundamental?
A vacinação contra o HPV não é apenas uma medida individual, mas um pacto de saúde coletiva. O imunizante é projetado para prevenir infecções que podem evoluir para quadros oncológicos severos. Entre as principais doenças evitadas pela vacina, destacam-se:
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Câncer de colo do útero;
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Câncer de pênis;
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Câncer de ânus e orofaringe;
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Verrugas genitais.
Ao imunizar adolescentes antes do início da vida sexual, o sistema de saúde garante uma resposta imunológica mais robusta e duradoura, reduzindo drasticamente a circulação dos subtipos mais perigosos do vírus na população.
Quem pode tomar a vacina em 2025 e 2026?
O esquema vacinal foi simplificado para facilitar o acesso. Atualmente, a vacina é aplicada em dose única para o público principal. Confira abaixo quem está apto a receber o imunizante nas unidades de saúde:
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Meninos e meninas: De 9 a 14 anos de idade;
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Adolescentes atrasados: De 15 a 19 anos que ainda não foram vacinados (disponível temporariamente até o primeiro semestre de 2026);
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Grupos com condições médicas específicas: Pessoas entre 9 e 45 anos que vivem com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos e usuários de drogas imunossupressoras;
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Vítimas de violência sexual: Na faixa de 9 a 45 anos;
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Público em PrEP: Pessoas de 15 a 45 anos que utilizam a profilaxia pré-exposição ao HIV;
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Papilomatose respiratória: Pacientes a partir de 2 anos com recorrência da doença (PRR).
Onde encontrar a vacina na capital paulista
A Prefeitura de São Paulo mantém uma rede ampla para garantir que ninguém fique sem proteção. Os pais ou responsáveis devem levar os adolescentes à unidade de saúde mais próxima, portando documento de identificação e, preferencialmente, a caderneta de vacinação.
As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) funcionam de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h. Para quem não consegue comparecer durante a semana, as Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) e UBSs Integradas realizam o atendimento aos sábados, no mesmo horário.
Para facilitar a localização do ponto de vacinação mais conveniente, a gestão municipal disponibiliza a plataforma Busca Saúde, onde é possível consultar endereços e horários de funcionamento em tempo real. Manter a vacinação em dia é um passo essencial para erradicar o câncer de colo do útero e proteger as próximas gerações contra infecções evitáveis.







